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MACONHA

Feb 16th, 2009 11:17 pm

O Brasil sempre desempenhou um papel ridículo no combate ao tráfico de drogas. Os países sérios nesta questão, dentre eles não se incluindo o Bra-sil, atacam o problema das drogas sob quatro frentes: prevenção, repressão, recuperação e reinserção.
A prevenção, se levada a sério, é o caminho mais eficaz, mais curto e menos gravoso, dependendo ela de ações sociais e do envolvimento de toda a sociedade.
A repressão existe simplesmente porque a prevenção é falha, mal feita. Nessa segunda frente, há o envolvimento do Poder Judiciário, do Ministério Público, das polícias e do sistema penitenciário, que é caótico. É uma estrutura monstruosa e caríssima envolvida na repressão. Quando chega a necessidade de repressão, o tráfico já causou estragos na saúde, na segurança pública, na economia e na imagem da Administração. Esta fase é agravada também pela corrupção, que atinge todos os setores nela envolvidos, principalmente o meio policial e o ambiente carcerário.
Fracassada a repressão, surge uma legião de dependentes e usuários e, com ela, a necessidade de tratamento dos viciados. É a chamada fase da re-cuperação, caríssima também e mal praticada. O Brasil não possui uma política responsável nesta área. Os leitos destinados a tal são pouquíssimos e o trata-mento é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com limitação de prazo de internação. Na maior parte dos casos de dependência, o tratamento envolve equipe multidisciplinar: psiquiatra, psicólogo e atividades adequadas à recupe-ração.
Tratamento e internação particulares ninguém suporta pagar. Basta ver quanto custam uma diária de hospital, consultas e terapias com especialistas. O resultado é o fundo do poço. Em decorrência, surgem o sofrimento da família e do próprio dependente e todas as conseqüências decorrentes. O maior dese-jo do dependente (e não do mero usuário) é se ver livre do vício.
Somente em torno de trinta por cento dos que procuram tratamento se recuperam. Sobram os setenta por cento que não se curam e mais aqueles que não buscam tratamento.
Aí, surge uma nova necessidade: reinserir na sociedade, na família e no trabalho os que deixaram o vício. Os demais já ficaram pelo meio do caminho. É a chamada fase da reinserção. Aqui, é maior ainda a falta de seriedade do Brasil. A Lei n.º 11.343/2006 contêm normas razoáveis sobre a reinserção (como também sobre a prevenção), mas, na prática, a realidade é outra, bem distante do que está escrito.
O Brasil não procura encarar de frente o problema, que atinge as parce-las mais vulneráveis da população, caracterizadas pela carência material e só-cio-cultural. Penso que o principal componente da reinserção é o trabalho. Sem ele, não há auto-estima.
Nesta fase, é indispensável a participação de todos os segmentos da sociedade, principalmente da classe empresarial, geradora de empregos. O ideal seria que, por lei, e mediante compensação fiscal, as empresas fossem obrigadas a reservar vagas para pessoas comprovadamente recuperadas e necessitadas, em quantidade proporcional ao número de empregados.
Por fim, lamento que o ex-presidente FHC, falando na Comissão Latino-Americana, e os Ministros designados por Lula para estudarem medidas com vista à descriminalização do consumo de maconha desconheçam que a legis-lação brasileira já proíbe, em relação a qualquer tipo de droga, a prisão de u-suários e dependentes desde agosto de 2006. A questão das drogas não deve ser tratada por intelectuais, mas por quem efetivamente conheça o fenômeno.




Feb 18th, 2009 03:23 am
Realmente muita coisa está errada no Brasil. Entre elas uma que eu quero citar são algumas leis existentes, como por exemplo a que proíbe um menor de trabalhar.

Antigamente se podia tranquilamente uma criança de 10, 12, 14 etc... fazer certos trabalhos.
Eu questiono. Qua mal há em um adolescente atender a um balcão de loja, padaria ou mesmo pequenos comércios? Estes estariam aprendendo como conquistar o seu dinheiro com trabalho honesto.
Uma lei como esta parece demonstrar que um trabalho não é honroso para um menor.
Porém, quando os bandidos recrutam crianças para ficarem tentando fazer os carros pararem para que eles possam assaltar, não aparece ninguém lá para proibir este tipo de contratação.
Eu, por exemplo, que fui da roça, sempre trabalhei desde criança. Isto somente me tornou mais forte e me ensinou a ser honrado. Trabalhei em roça, olaria, de aprendiz de oficina mecânica. Hoje vejo que isto foi importante para mim. Porquê não permitem isto a alguns adolescente hoje?
Eu acho que certas leis como esta são um regresso na humanidade. Porque uma lei destas não limita apenas certas atividades que são impróprias para menores, em virtude de exigirem algo que o corpo do menor não9 está apto a suportar?
Trabalhar como balconista eu não vejo problema algum.
Não concorda comigo excelência?


Feb 26th, 2009 11:23 pm
Eu agradeço a deus o fato de nunca ter sido usuario de droga,mas ja esta claro pra mim que o fim das drogas é uma utopia,ja que existem muios interesses de pessoas importantes da sociedadeprofudamente comprometido,até mesmo no judiciario,eu ja acho que o caminho esta na legalização como ja acontece com um droga estremamente nociva para a socierdade que é a bebida alcólica,ao menos se tiraria o dinheiro da mão do bandido e poderia se usar o dinheiro de impostos em consientização e tratamento


Jun 10th, 2009 05:06 pm
A análise feita em torno do tema das drogas, esclarece a realidade vivida no Brasil. Em referência a problemática descrita pelo magistrado, percebe-se que o governo precisa urgentemente encarar o combate as drogas de modo sério. Infelizmente o Dr Odilon mais uma vez está coberto de razão. Digo infelizmente, porque como cidadão, diante de tudo que tenho visto nos últimos dias, no que se refere a política brasileira contra o crime, sinto-me desanimado (acredito que maior dos otimistas também está).
A bandidagem corre solta e nossos representantes, encarnados no mais recente cara de pau, não liga para a opinião pública. Preferem discutir coisas banais e que só favorecem o criminoso, como por exemplo o uso ou não de algemas nos vagabundos.
Ainda bem que existe um juiz como o senhor.
Bola pra frente.


Sep 24th, 2009 09:55 pm
O GOVERNADOR JOSE SERRA, amigo do FHC ... está demonstrando que é um paulista, antes de ser paulistano ... A LEI ANTI-FUMO é alguma coisa, combate
a futura maconha, crackolandia, etc... PARABENS aos eleitores que votaram .
SAO PAULO LIVRE e PASSAPORTE ESTADUAL PAULISTA JAAAAAAAAAAAAA

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